“A premissa é que o atual quadro sócio-histórico não se reduz a
um pano de fundo para que se possa, depois, discutir o trabalho
profissional. Ele atravessa e conforma o cotidiano do exercício
profissional do Assistente Social, afetando as suas condições e as
relações de trabalho, assim como as condições de vida da
população usuária dos serviços sociais.”
(Iamamoto, 2008, p.19)
À luz do cenário descrito no texto 1, Netto (1996) analisa
transformações societárias que incidem liminarmente sobre o
enfrentamento, no interior do Serviço Social, pela direção social
da profissão. Para o autor em tela, esse confronto terá “(...) sua
referência imediata posta pelas demandas do mercado de
trabalho.”
Nesse sentido, as exigências imediatas do mercado de trabalho
rebaterão em uma segmentação profissional que, na iniciativa
privada, altera mais rapidamente: