O nosso país foi organizado sob os
pilares de um racismo sistêmico e
estrutural marcado pelo genocídio, pela
perseguição às religiões de matriz
africana e indígena e a demonização de
tudo que foge do padrão eurocêntrico de
enxergar o mundo. A nossa sociedade foi
construída sob os pilares do patriarcado,
do racismo, da misoginia, da exclusão
dos grupos não hegemônicos, da
violência física e psíquica e da imposição
do modo cristão de entender o mundo.
Com isso, a cultura africana e a cultura
indígena foram desconsideradas e houve
todo um trabalho de conversão buscando
atingir um padrão único de
comportamento. Era necessário impor um
domínio para não perder o controle sob o
sujeito escravizado. (...)
(Por: Gilciana Paulo Franco. Doutora em Ciências da Religião. PPCIR/UFJF. Professora da rede estadual
e municipal de ensino em Juiz de Fora/Minas Gerais)
(file:///C:/Users/Pessoal/Downloads/34154-Texto%20do%20artigo-146177-1-10-20210908.pdf) - (P.7/17)
– (Adaptado)
Sobre o conteúdo enunciado, analise as
assertivas com o código V(Verdadeiro) ou
F(Falso). Em seguida, marque a alternativa
com a série correta.
I – A umbanda e o candomblé apresentam
algumas características distintas. Pode-se opor
umbanda e candomblé como se fossem dois
polos: um representando o Brasil e o outro a
África.
II – A umbanda corresponde a integração das
práticas afro-brasileiras na moderna sociedade
brasileira; o candomblé significaria justamente o
contrário, isto é, a conservação da memória
coletiva africana no solo brasileiro.
III – As religiões de matriz africana desde
sempre tiveram que travar uma luta para
poderem sobreviver num ambiente marcado
pelo racismo e preconceito com as culturas que
se diferenciavam do modo ocidental de
enxergar o mundo. Num primeiro momento, os
africanos escravizados tiverem que aceitar o
sincretismo como uma estratégia de
sobrevivência diante das imposições católicas.
IV – Quando se trata das religiões afrobrasileiras, as estatísticas sobre os seguidores
costumam oferecem números subestimados, o
que se deve às circunstâncias históricas nas
quais essas religiões surgiram no século XIX,
quando o catolicismo era a única religião
tolerada no País, a religião oficial, e a fonte
básica de legitimidade social.