Podemos compreender o ato indisciplinado como
materialização da tirania e/ou descaso das novas gerações
com a vida pública e, consequentemente, prova cabal do
esfacelamento da escola como instituição democrática. Ou,
de modo oposto, compreendê-lo como força legítima de
contestação e/ou resistência civil ao modelo anacrônico e
discriminatório da organização escolar. Seja como for, a
escola será tomada como palco de confluência de forças
molares, que em muito ultrapassam seu escopo de atuação.
Ora vítimas (porque reproduzem tais forças), ora algozes
(porque fazem reproduzi-las), professores e alunos estariam
sempre constrangidos pela camisa de força do entorno
escolar, relativizadora da autonomia de seus protagonistas.
AQUINO. Júlio Groppa. Indisciplina: o contraponto das escolas