Lilia Moritz Schwarcz é uma das principais historiadoras
e antropólogas brasileiras, reconhecida por suas
abordagens inovadoras na historiografia sobre o Brasil,
especialmente no que diz respeito à construção de
identidades, racismo estrutural e a crítica à formação de
narrativas históricas. A seguir, analise as afirmativas
sobre a metodologia e as contribuições historiográficas
de Lilia Schwarcz e assinale a alternativa INCORRETA:
A Em "Retrato em Branco e Negro", a autora segue
uma linha historiográfica positivista argumentando
que a representação visual de negros e indígenas na
pintura e na fotografia da época foi central na
consolidação da ideia de uma "democracia racial".
B No livro "O Espetáculo das Raças", Schwarcz adota
uma abordagem interseccional, combinando teorias
pós-coloniais e da História Cultural para investigar
como a ideia de "branqueamento" e a criação de
uma hierarquia racial influenciaram as políticas de
Estado no Brasil do final do século XIX e início do
século XX, revelando como essas ideias persistem
nas estruturas sociais contemporâneas.
C Em seus estudos sobre racismo e identidade
nacional, Schwarcz enfatiza que as narrativas
históricas dominantes no Brasil foram moldadas por
uma elite intelectual que, consciente de seu poder,
utilizou-se de diversos meios de produção cultural,
como a literatura, a imprensa e as artes visuais, para
promover um imaginário nacional excludente que
privilegiava a ideologia do "branqueamento".
D Em "As Barbas do Imperador", Schwarcz utiliza uma
metodologia que combina a Micro-História e a
História das Mentalidades para analisar a figura de
D. Pedro II, desconstruindo a narrativa tradicional do
imperador como um líder benevolente e destacando
as estratégias simbólicas de poder que construíram
sua imagem pública durante o Império.