Leia o trecho de uma entrevista com o historiador Peter
Burke.
Eu me identifiquei com os heróis do movimento e sua
luta contra a dominação de uma história mais tradicional,
identificação que foi ajudada pelo fato de que o tipo de
história contra a qual Bloch e Febvre se rebelaram ainda
ser a história dominante em Oxford. Pensei vagamente
em estudar com Braudel em Paris, mas a vida que levava em Oxford também me cativava, e desisti da ideia. O
ideal que desenvolvi, entretanto, foi de escrever história
ao modo do movimento, mais ou menos sozinho. Tentei
fazer isso num livro que escrevi nos anos 60 sobre o Renascimento italiano. Nesse livro, tentei combinar histoire
sérielle com a abordagem alemã de história cultural.
(Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke. As muitas faces da história.
Nove entrevistas. Adaptado.)
Peter Burke faz referência, nesse excerto,