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O ensino de história é um fenômeno social, e não somente um fenômeno da educação formal. É integrado por todos os esforços por estabelecer sentidos para o tempo experienciado pela coletividade. Pode ser encarado como um processo de constituição de identidade que é uma constante antropológica.
(HELLER, Agnes, 1993.)
Dessa forma, faz-se necessário entender que o “ensino de história” deve ser visto como:
Sobre o método comparativo, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.
I. O historiador que pretende se utilizar do método comparativo precisa considerar as diferenças entre os elementos comparados, dispensando uma análise de eventuais semelhanças.
II. Uma das dificuldades em comparar sociedades muito heterogêneas ou demasiadamente distantes no tempo é a facilidade com que o historiador pode cair na “armadilha” do anacronismo, exigindo dele prudência e atenção.
III. Além de levar em consideração as semelhanças e as diferenças entre os elementos a serem comparados, o historiador deve prestar atenção na individualidade de cada um desses elementos.
IV. Uma das formas de aplicação do método comparativo aos estudos históricos é aquela que se preocupa em comparar sociedades temporalmente próximas, que possuem traços estruturais análogos.
Atenção: o texto a seguir refere-se à próxima questão.
Sem o querer explicitamente, as ciências sociais impõem-se umas às outras, cada uma tende a abranger completamente o social, em sua "totalidade"; cada uma penetra nas suas vizinhas, acreditando, permanecer em seu próprio campo.
Falarei, longamente, da história, do tempo da história. Menos para os leitores desta revista, especialistas em nossos estudos, do que para nossos vizinhos das ciências do homem: economistas, etnógrafos, etnólogos (ou antropólogos), sociólogos, psicólogos, linguistas, demógrafos, Geógrafos, até mesmo matemáticos sociais ou estatísticos, — todos os vizinhos que, há muitos anos, temos seguido em suas experiências e pesquisas, porque nos parecia (e nos parece ainda) que, colocada em sua dependência ou em seu contacto, a história adquire uma nova luz. Talvez, de nossa parte, tenhamos qualquer coisa a lhes dar. Das experiências e tentativas recentes da história, desprende-se uma noção cada vez mais precisa da multiplicidade do tempo e do valor excepcional do tempo longo. Esta última noção, mais do que a própria história — a história de múltiplas faces — deveria interessar às ciências sociais, nossas vizinhas.
Adaptado de: BRAUDEL, Fernand. História e Ciências Sociais. A longa duração, Annales, n.4, 1958. Tradução de Ana Maria de Almeida Camargo na Revista de História, n.62, 1965.
Considere o texto abaixo.
Se concluímos que não existe um fato histórico eterno, mas existe um fato que consideramos hoje um fato histórico, é fácil deduzir que o conceito de documento siga a mesma lógica. Fato e documento histórico demonstram nossa visão atual sobre o passado, num diálogo entre a visão contemporânea e as fontes pretéritas.
(KARNAL, Leandro e TATSCH, Flávia G. “Documento e história: a memória evanescente”. In: PINSKY, Carla e LUCA, Tania de (orgs).O historiador e suas fontes. São Paulo, Contexto, 2009, p. 13)
Segundo o texto,