A guerra ou as guerras holandesas assistiram ao emprego
crescente dos recursos locais, e decrescente dos da metró
pole, tendência que se acentuou durante a restauração.
(Evaldo Cabral de Mello, Olinda restaurada.
Disponível em: . Adaptado)
Contribuiu(íram) para tal tendência
A o fato de que os luso-brasileiros já não dispunham do
apoio da monarquia espanhola, de quem Portugal se
separara há pouco, e a prioridade que tinha para Portugal
a guerra contra a Espanha nas fronteiras do reino, e não
o conflito no Brasil contra os holandeses.
B a baixa importância econômica que Pernambuco e seu
entorno representavam para Portugal à época, e, portanto,
o apoio quase nulo dado pelos portugueses à
expulsão dos holandeses, pois estavam mais preocupados
com a exploração do ouro das Minas Gerais.
C o aparecimento de vários quilombos em diferentes regiões
da colônia portuguesa, entre eles o quilombo dos Palmares,
liderado por Zumbi e localizado no Nordeste, o que levou a
Coroa Portuguesa a centrar todos os seus esforços na violenta
repressão aos quilombos, visando a sua destruição.
D o receio que tinha Portugal de que a guerra contra a
Holanda pudesse insuflar a própria população contra a
dominação portuguesa, acirrando os conflitos entre colônia e metrópole, e colocando em risco o projeto português
de construção de um grande império colonial.
E o forte vínculo econômico que aproximava Portugal à
Holanda, responsável pelo refino e pela comercialização
de grande parte do açúcar português exportado para a
Europa, o que tornava a guerra direta entre portugueses
e holandeses algo incômodo e desinteressante.