Algumas teorias sobre o currículo apresentam‐se como teorias tradicionais, procuram ser neutras, enquanto outras,
chamadas teorias críticas e pós‐críticas, argumentam que nenhuma teoria é neutra ou desinteressada, mas que
implica relações de poder e demonstra a preocupação com as conexões entre saber, identidade e poder. As
diferentes teorias do currículo se diferenciam, inclusive, pela ênfase que dão à natureza da aprendizagem, do
conhecimento, da cultura, da sociedade, enfim, à natureza humana. Considerando as teorias citadas, relacione‐as
adequadamente com suas respectivas características.
1. Teoria tradicional.
2. Teoria crítica.
3. Teoria pós‐crítica.
( ) As relações de gênero constituem um dos enfoques mais presentes nesta teoria, que questionam, não apenas as
desigualdades de classes sociais.
( ) Preocupam‐se em desenvolver conceitos que permitem compreender, com base em uma análise marxista, o que o
currículo faz. No desenvolvimento desses conceitos, existe uma ligação entre educação e ideologia.
( ) Procura ser científica e objetiva, tendo como principal foco identificar os objetivos da educação escolarizada,
formar o trabalhador especializado ou proporcionar à população uma educação geral, acadêmica.
( ) Esta teoria faz análise do currículo multiculturalista que destaca a diversidade das formas culturais do mundo
contemporâneo. O multiculturalismo, mesmo sendo considerado estudo da antropologia, mostra que nenhuma
cultura pode ser julgada superior a outra.
( ) A tarefa dos especialistas em currículo, nesta teoria, consiste em fazer um levantamento das habilidades, em
desenvolver currículos que permitam que essas habilidades fossem desenvolvidas e, finalmente, em planejar e
elaborar instrumentos de medição para dizer com precisão se elas foram aprendidas.
( ) As bases desta teoria são estudos sociológicos, filosóficos e antropológicos, sendo as ideias de Marx bastante
marcantes. A partir dessas ideias, o currículo passou a ser um espaço de poder, um meio pelo qual é reproduzida e
mantida uma ideologia dominante, podendo também ser um espaço de construção, de libertação e de autonomia.