Em Ler e escrever na escola: o real, o possível e o necessário , Lerner (2002) ressalta a importância das modalidades organizativas para a organização do tempo didático.
De acordo com a autora, é correto afirmar que as
“atividades habituais ”
A oferecem contextos nos quais a leitura ganha sentido e aparece como uma atividade complexa, cujos
diversos aspectos se articulam para a realização de
um propósito, também permitem organização flexível
do tempo, dão a oportunidade de planejar com os
alunos as tarefas e preveem, obrigatoriamente, um
produto final.
B têm duração limitada apenas a duas semanas de
aula, no início do ano letivo, e incluem atividades
coletivas, grupais e individuais; estão direcionadas
para ler com as crianças diferentes exemplares de
um mesmo gênero ou subgênero, diferentes obras
de um mesmo autor ou mesmo tema.
C se reiteram de forma sistemática e previsível, uma
vez por semana ou por quinzena, durante vários
meses ou ao longo de todo ano escolar, oferecem a
oportunidade de interagir com um gênero determinado em cada ano da escolaridade e são apropriadas
para comunicar certos aspectos do comportamento
leitor.
D são propostas que ocorrem ocasionalmente, sem
prazos ou datas predefinidos e propõem a leitura de
um artigo jornalístico, poema ou conto interessante,
embora pertença a um gênero, ou trate de um tema
que não tem correspondência com as atividades
que estão sendo realizadas naquele momento ou na
rotina do grupo.
E são esporádicas e apresentam relação direta com os
propósitos didáticos e com os conteúdos que estão
sendo trabalhados, porque permitem sistematizar os
conhecimentos linguísticos adquiridos, por exemplo,
após a leitura de uma sequência de fábulas, propor
uma atividade para estudar a ortografia no texto.