“A história, que por muito tempo foi considerada um gênero
literário, uma arte, embora devesse ter compromisso com a
verdade – nas palavras de Tucídides (em História da Guerra do
Peloponeso) ‘devesse ter a preocupação em contar como as coisas
se passaram, extraindo delas lições’ –, vai ser designada uma
ciência ainda no século XVIII, com os pensadores iluministas. Mas
será no início do século XIX que, em grande medida, a prática
historiográfica passa a obedecer a regras distintas daquelas as que
presidiram a escrita da história desde a Antiguidade Clássica, com
o deslizamento e alteração de sentido do topos da historia
magistra vitae”.
(Albuquerque Júnior, Durval Muniz de. Forma de escrever e ensinar a história hoje. In:
GONÇALVES. Marcia de Almeida; ROCHA, Helenice; REZNIK, Luis; MONTEIRO, Ana
Maria. Qual o valor da História Hoje? Rio de Janeiro: FGV, 2012. p. 23).
Considerando as novas regras que presidiram a escrita da história
no século XIX, pode-se afirmar que os historiadores propuseram