O Código de Ética do/a Assistente Social,
no artigo 3º, alínea d, prevê a participação da
categoria nas situações de calamidades:
“participar de programas de socorro à
população em situação de calamidade
pública, no atendimento e defesa de seus
interesses e necessidades”. Sobre a
intervenção profissional nessas situações
marque V (verdadeiro) ou F (falso) e assinale a
alternativa correta:
( ) Os (as) assistentes sociais têm a
escuta como instrumento de trabalho
primordial: é necessário ouvir das pessoas
atingidas pelas “calamidades públicas” sobre
suas necessidades e interesses, para além
daquelas obviamente imediatas. É preciso
olhar para as (ir)responsabilidades públicas e
privadas envolvidas nas “calamidades
públicas”, para que assistentes sociais
possam, junto com as populações atingidas,
cobrar justiça e proteção social e seguir
mantendo vivas na memória as marcas das
“tragédias”, para que elas se transformem em
luta e para que nunca mais aconteçam.
( ) As situações de calamidades pública
são consideradas pela categoria profissional
e pelo poder público como “desastres
naturais”, eventos isolados, inesperados e
casuais que são gerados pelas ocupações
precárias e em áreas de risco. A ausência das
condições mínimas de moradia, com
segurança e dignidade para um número
considerável da classe trabalhadora,
especialmente a mais precarizada, são
reflexos das escolhas dos sujeitos e pelas
adversidades que os acometem.
( ) É fundamental os (as) assistentes
sociais estarem ao lado dos movimentos
sociais no processo de mobilização popular
junto a pessoas atingidas e suas
comunidades em organizações, como o
Movimento de Atingidos por Barragens (MAB),
o Movimento de Atingidos por Mineração
(MAM), a Comissão Pastoral da Terra (CPT),
os Movimentos de Lutas por Moradia nos
grandes centros urbanos, lideranças
populares nos territórios, entre outros, que
estão cotidianamente apresentando este
ponto de alerta na defesa da população, sobre o uso da terra, a função social da propriedade
e a territorialidade, na perspectiva do direito à
cidade.
( ) Nas situações de calamidades os (as)
assistentes sociais devem defender ações
vinculadas a outras etapas de enfrentamento
que envolvem a gestão das calamidades
públicas, de planejamento e avaliação das
políticas institucionais; demonstrar sua
competência na construção de respostas
qualificadas vinculadas às atribuições,
ancoradas em valores ético-políticos e
fundamentos críticos, que possibilitem
inclusive enfrentar relações subalternizadas, a
mercê das ordens e interesses de outras
profissões.