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Pode-se depreender dos fragmentos abaixo várias questões sociais qu...

📅 2024🏢 IBADE🎯 Prefeitura de Florianópolis - SC📚 Língua Portuguesa
#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual

Esta questão foi aplicada no ano de 2024 pela banca IBADE no concurso para Prefeitura de Florianópolis - SC. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Compreensão e Interpretação Textual, Análise Textual.

Esta é uma questão de múltipla escolha com 5 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.

1

457941201077737
Ano: 2024Banca: IBADEOrganização: Prefeitura de Florianópolis - SCDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Compreensão e Interpretação Textual | Análise Textual
Pode-se depreender dos fragmentos abaixo várias questões sociais que foram e são levadas ao conhecimento público através da literatura. Leia e marque a alternativa correta de acordo com os comentários.

Texto 1
“Já vê sobrinho que não é por mim que lhe recusei Ana Rosa, sua prima, mas é por tudo! A família de minha mulher sempre foi escrupulosa a esse respeito, e como ela é toda a sociedade do Maranhão! Concordo que seja uma asneira; concordo que seja um prejuízo tolo! O senhor, porém, não imagina o que é por cá a prevenção contra os mulatos!...Nunca me perdoariam um tal casamento; além do que, para realizá-lo, teria que quebrar a promessa que fiz a minha sogra, de não dar a neta senão a um branco de lei, português ou descendente direto de portugueses!...O senhor é um moço muito digno, muito merecedor de consideração, mas...foi forro à pia batismal, e aqui ninguém o ignora.”
O Mulato – Aluísio de Azevedo;


Texto 2
“Aurélia passava agora as noites solitárias. Raras vezes aparecia Fernando, que arranjava uma desculpa para justificar sua ausência. A menina...não contestava esses fúteis inventos. [...]

Pensava que ela não tinha nenhum direito a ser amada por Seixas; pois a afeição que lhe tivesse, muita ou pouca, era graça que dele recebia. Quando se lembrava que esse amor a poupara à degradação de um casamento de conveniência, nome com que se decora o mercado matrimonial, tinha impulsos de adorar a Seixas, como seu Deus e redentor. Parecerá estranha essa paixão veemente, rica de heroica dedicação, que assiste calma, quase impassível, ao declínio do afeto com que lhe retribuía o homem amado, e se deixa abandonar, sem proferir um queixume, nem fazer um esforço para reter a ventura que foge.

Esse fenômeno devia ter uma razão psicológica, de cuja investigação nos abstemos; porque o coração, e ainda mais o de uma mulher que é toda ela, representava o caos do mundo moral.

Ninguém sabe que maravilhas ou que monstros vão surgir desses limbos. Suspeito eu, porém, que a explicação dessa singularidade já ficou assinalada. Aurélia amava mais seu amor do que seu amante; era mais poeta do que mulher; preferia o ideal ao homem.
Senhora, de José de Alencar; 


Texto 3
“-Esta obrigação de casar as mulheres é o diabo!...Se não tomam estado, ficam jururus e fanadinhas...; se casam podem cair nas mãos de algum marido malvado...E depois, as histórias!...Ih, meu Deus, mulheres numa casa, é coisa de meter medo... São redomas de vidro que tudo pode quebrar...Enfim, minha filha, enquanto solteira, honrou o nome de meus pais...O Manecão que se aguente, quando a tiver por sua...Com gente de saia não há que fiar... Cruz! Botam famílias inteira a perder; enquanto o demo esfrega o olho.

Esta opinião injuriosa sobre as mulheres é, em geral, corrente nos sertões e traz como consequência imediata e prática, além da rigorosa clausura em que são mantidas, não só o casamento convencionado entre parentes muito chegados para filhos de menor idade, mas sobretudo os numerosos crimes cometidos, mal se suspeite possibilidade de qualquer intriga amorosa entre pessoa da família e algum estranho.”
Inocência, de Visconde de Taunay;


Texto 4
“Esse bando que vive da rapina se compõe, pelo que se sabe, de um número superior a 100 crianças das mais diversas idades, indo desde os 8 aos 16 anos. Crianças que, naturalmente devido ao desprezo dado à sua educação por pais pouco servidos de sentimentos cristãos, se entregaram no verdor dos anos a uma vida criminosa. São chamados de “Capitães da Areia” porque o cais é o seu quartel-general. E têm por comandante uma mascote dos seus 14 anos, que é o mais terrível de todos, não só ladrão, como já autor de um crime de ferimentos graves, praticado na tarde de ontem. Infelizmente a Identidade deste chefe é desconhecida.

O que se faz necessário é unia urgente providência da polícia e do juizado de menores no sentido da extinção desse bando e para que recolham esses precoces criminosos, que já não deixam a cidade dormir em paz o seu sono tão merecido, aos Institutos de reforma de crianças ou às prisões. Passemos agora a relatar o assalto de ontem, do qual foi vítima um honrado comerciante da nossa praça, que teve sua residência furtada em mais de um conto de réis e um seu empregado ferido pelo desalmado chefe dessa malta de jovens bandidos.

[...]

Carta do Padre Jose Pedro à Redação do jornal da Tarde

Sr. Redator do Jornal da Tarde.

Saudações em Cristo.


Tendo lido, no vosso conceituado jornal, a carta de Maria Ricardina que apelava para mim como pessoa que podia esclarecer o que é a vida das crianças recolhidas ao reformatório de menores, sou obrigado a sair da obscuridade em que vivo para vir vos dizer que infelizmente Maria Ricardina tem razão. As crianças no aludido reformatório são tratadas como feras, essa é a verdade. Esqueceram a lição do suave Mestre, sr. Redator, e em vez de conquistarem as crianças com bons tratos, fazem-nas mais revoltadas ainda com espancamentos seguidos e castigos físicos verdadeiramente desumanos. Eu tenho ido lá levar às crianças o consolo da religião e as encontro pouco dispostas a aceitá-lo devido naturalmente ao ódio que estão acumulando naqueles jovens corações tão dignos de piedade. O que tenho visto, sr. Redator, daria um volume.

Muito grato pela atenção.

Servo em Cristo,

Padre José Pedro

(Carta publicada na terceira página do Jornal da Tarde, sob o título Será Verdade? e sem comentários.) Capitães de Areia, Jorge Amado.
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