Diferente do que ocorre no processamento de amostra para
observação e análise em microscopia óptica, na microscopia
eletrônica os meios de infiltração e inclusão não são a parafina, mas
sim um material que promova sustentação e rigidez às amostras a
serem analisadas e que permita a posterior obtenção de cortes
semifinos e ultrafinos. Várias substâncias são utilizadas como meios
de inclusão em microscopia eletrônica. No entanto as resinas
plásticas (epóxi) e acrílicas são as que têm sido mais comumente
utilizadas. Essas resinas devem possuir características que facilitem
a infiltração e, depois de polimerizadas, permitam a contrastação
dos cortes e estes devem ser resistentes à incidência do feixe
eletrônico do microscópio. Dentre as resinas acrílicas
comercializadas, assinale a alternativa cuja resina apresente a
definição a seguir:
Um derivado do metacrilato, foi desenvolvida para ser utilizada
tanto em microscopia óptica quanto microscopia eletrônica. Essa
resina não interage nem forma ligações cruzadas com proteínas ou
ácidos nucléicos expostos na inclusão, assim favorecendo a detecção
posterior destes componentes. Ela, também, é compatível com todos
os solventes normalmente usados na desidratação e pode ser
polimerizada por temperatura de 50ºC à 60°C ou por luz UV a baixa
temperatura (-20°C).