Considere que o Estado pretenda contrair um empréstimo na forma de operação de antecipação de receita
orçamentária (ARO), para fazer frente a déficit de caixa, verificado no mês de agosto do exercício, em função
de queda expressiva da arrecadação. De acordo com as disposições constitucionais e a disciplina da matéria
pela Lei de Responsabilidade Fiscal,
A trata-se de operação vedada, exceto se o ente tiver extrapolado o limite estabelecido pelo Senado Federal para contra- tações de
operações de crédito ordinárias, podendo, em tal hipótese, obter autorização excepcional para contratar ARO.
B trata-se de operação de securitização de recebíveis, equiparada a operação de crédito para fins de cômputo no limite de
endividamento do ente, cuja realização é permitida, observada a normatização pertinente, salvo no último ano do mandato do
chefe do executivo.
C o Estado deverá liquidar a operação, com juros e outros encargos incidentes, até o dia 10 de dezembro do mesmo exercício, e não
poderá celebrar a operação caso exista outra da mesma natureza não integralmente resgatada.
D não se trata de operação de crédito, mas, sim, de antecipação de créditos futuros, dispensando autorização legislativa específica e
sujeita à autorização da Secretaria do Tesouro Nacional, bem como de registro perante a Comissão de Valores Mobiliários, caso
efetuada no mercado de capitais.
E apenas os encargos e os juros serão adicionados ao saldo da dívida líquida fundada para efeito de cômputo do limite de
endividamento do ente, cabendo o resgate total da operação até o final do exercício subsequente.