O Sistema de Classificação Biofarmacêutico (SCB) classifica os
fármacos de acordo com sua solubilidade aquosa e
permeabilidade em quatro classes diferentes.
Nesse sentido, nos últimos anos, o SCB consolidou-se como uma
ferramenta útil para predição da biodisponibilidade de fármacos
que são administrados pela via:
A oral, visto que a indústria farmacêutica, utilizando métodos in
vitro adequados, poderá solicitar à agência reguladora do país
seu pedido de bioisenção dos estudos de biodisponibilidade
e/ou bioequivalência, tendo como fundamentação o SCB para
formas farmacêuticas sólidas de liberação imediata;
B oral, visto que a indústria farmacêutica poderá solicitar à
agência reguladora do país seu pedido de estudos de
biodisponibilidade, tendo como fundamentação o SCB;
C endovenosa, visto que o fármaco encontra-se totalmente
biodisponível quando administrado pela via parenteral;
D cutânea, visto que o desenvolvimento de medicamentos
envolve a avaliação da absorção, distribuição, metabolismo e
excreção (ADME) cada vez mais cedo, sendo fundamental na
fase pré-clínica da pesquisa e desenvolvimento de novos
fármacos;
E oral, visto que os modelos in silico constituem alternativas
válidas para experimentos que utilizam o sistema de
classificação biofarmacêutico de fármacos para predição da
biodisponibilidade de formas farmacêuticas sólidas de
liberação imediata.