“Método histórico, método filosófico, método crítico:
belos utensílios de precisão. Honram os seus inventores e
as gerações que os usaram, que os receberam dos seus
antecessores e os aperfeiçoaram, utilizando-os. Mas saber
manejá-los, gostar de os manejar — isso não chega para
fazer o historiador. Só é digno desse belo nome aquele que
se lança totalmente na vida, com o sentimento de que ao
mergulhar nela, ao penetrar-se de humanidade presente,
decuplica as suas forças de investigação, os seus poderes
de ressurreição do passado. De um passado; que detém e
que, em troca, lhe restitui o sentido secreto dos destinos
humanos”.
(FEBVRE, L. Combates pela história. Lisboa: Editorial Presença, 1989, pp. 49-50).
Peter Burke define a “Escola dos Annales” como uma
revolução francesa da historiografia. Constituem
elementos dessa revolução: