Introduzido no léxico filosófico durante o século XVIII, o
termo “estética” passou a designar, entre outras coisas,
um tipo de objeto, um tipo de julgamento, um tipo de
atitude, um tipo de experiência e um tipo de valor. Na
maioria das vezes, as teorias estéticas se dividem sobre
questões específicas de uma ou outra dessas
designações: se as obras de arte são necessariamente
objetos estéticos; como conciliar a alegada base
perceptiva dos julgamentos estéticos com o fato de que
damos razões para apoiá-los?; qual a melhor forma de
capturar o contraste indescritível entre uma atitude
estética e uma prática; se deve definir a experiência
estética de acordo com seu conteúdo fenomenológico
ou representacional?; qual a melhor forma de entender
a relação entre valor estético e experiência estética?.
Diante dessas questões, podemos nos remontar até
aos Antigos Gregos, pois estes realizaram também
essas perguntas. Considerando-se esses fatos e
refletindo sobre a arte, sua possível autonomia ou suas
relações com a sociedade e outras formas de
conhecimento, analise as afirmativas abaixo e dê
valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Platão argumenta que, dado o fato de a arte enfatizar
os atos moralmente perfeitos dos deuses, ela é
socialmente útil para inspirar os seres humanos a
imitar esses atos. Já, para Aristóteles, que fora
discípulo de Platão, considerava a arte, devido à sua
capacidade purgativa ou catártica, como um poder
para os seres humanos que os incita a se envolverem
em comportamento violento e antissocial, ou em
tentativas neuróticas de negar a realidade.
( ) Freud afirma que impulsos irracionais e antissociais
(por exemplo, sexualidade e agressão) podem ser
sublimados em formas de criatividade socialmente
aceitáveis, como ciência, arte, religião, filosofia ou
moralidade. Para Marx, seu argumento e espanto
derivava do fato de que a arte, como outras formas de
cultura (religião, moralidade, filosofia), normalmente
incorpora os valores socioeconômicos de
determinada cultura ou período histórico. Porém,
existe uma “grande arte” que supera a ideologia de
uma cultura ou tempo histórico e torna-se válida,
mesmo nos dias de hoje, (como um dos exemplos, ele
forneceu o da “Tragédia Grega”).
( ) Segundo Aristóteles, a arte é uma expressão dos fatos
cotidianos, sendo uma imitação de coisas ou eventos
particulares (um saber-fazer, ou seja, uma “techné”).
O neoplatonismo, o classicismo e o romantismo
diferem da teoria da “arte pela arte”, teoria que
pretende desvelar a beleza como aquilo que é
intrinsecamente valioso (isto é, capaz de fazer com
que todas as pessoas compartilhem dos mesmos
sentimentos).
( ) O conceito de estética descende do conceito de gosto.
No século XVIII, o conceito de gosto surgiu, em parte,
como um corretivo para a ascensão do racionalismo,
particularmente quando aplicada à beleza, e ao
surgimento do egoísmo, particularmente quando
aplicado à virtude. Contra o racionalismo sobre a
beleza, a teoria do gosto do século XVIII sustentava
que o julgamento da beleza era imediato; contra o
egoísmo sobre a virtude, considerava o prazer da
beleza desinteressado.
Assinale a alternativa que apresenta a
sequência correta de cima para baixo.