O hemograma, como ferramenta diagnóstica, ocupa
importante papel na detecção de diversos processos
infecciosos, fornecendo informações que podem ser utilizadas no manejo terapêutico nas variadas situações
clínicas.
Diante de um processo infeccioso bacteriano, observa-se
no hemograma a seguinte situação:
A a basofilia reacional é a alteração mais frequente
decorrente de reação inflamatória contra infecção
bacteriana.
B na presença de linfócitos atípicos acima de 5%
contados pelos aparelhos eletrônicos, as lâminas
devem ser revisadas, pois os linfócitos reativos são
comuns em hemogramas de pacientes com infecções bacterianas.
C na fase aguda, há aumento escalonado dos neutrófilos, com presença de desvio à esquerda (bastões
acima de 6%), sendo visualizados granulócitos imaturos (metamielócitos, mielócitos, promielócitos),
com elevação gradativa da leucometria, anemia
associada a citocinas inflamatórias.
D linfocitose e eosinofilia são comuns em hemogramas
de pacientes com apendicite, pancreatite, peritonite,
hepatites, meningites e na sepse.
E em quadros inflamatórios leves, como laringofaringites agudas, processos amigdalianos agudos, a leucometria eleva-se consideravelmente, e os valores
de leucócitos chegam a ultrapassar 30000/mm3
.