Instrução: Leia o texto abaixo para responder à questão.
Uma coisa é certa: Durante as últimas décadas do século passado, ao coordenar cursos de formação de
professores, percebi que o entendimento de muitos acerca da denominação “avaliação formativa” se reduzia
questão processual dessa concepção, ou seja, “acompanhar o aluno durante o processo em formação”.
Mas, entendida essa premissa, correta segundo a teoria de Michael Scriven (1967), vários professores
deduziam, por exemplo, que, se realizassem uma série de testes parciais ao longo de um período letivo, já
estariam desenvolvendo um processo de avaliação formativa, o que não condiz, de fato, com o que essa
teoria prescreve. (...)
Observava (e observo), no mesmo sentido, alterações em normas e regimentos de instituições educacionais
que não condiziam com os pressupostos de uma avaliação formativa, embora pretendessem fazê-lo. Na
decorrência desse mau uso da expressão “avaliação formativa”, passei a utilizar a denominação mediadora (...).
A essência da avaliação mediadora está no “envolvimento” do professor com os seus alunos e no seu
“comprometimento com o progresso deles em termos de aprendizagens”. Parto do pressuposto de que, sem
orientação de alguém que tenha profundo conhecimento para tal e sem desafios cognitivos adequados, é
altamente improvável que os alunos venham a adquirir da maneira mais significativa possível os
conhecimentos necessários ao seu desenvolvimento, isto é, sem que ocorra o processo de mediação.
No meu entender, é essencialmente a postura mediadora do professor que pode fazer toda a diferença em
avaliação. (HOFFMANN, Jussara. O jogo do contrário em avaliação. Porto Alegre: Mediação, 2010.)