Embora a avaliação da aprendizagem em sala de aula seja o lado mais conhecido da avaliação educacional,
este não pode ser tomado como o único nível existente de avaliação. A desarticulação ou o desconhecimento
da existência dos demais níveis e a desconsideração da semelhança entre suas lógicas e suas formas de
manifestação acabam por dificultar a superação dos problemas atribuídos à avaliação da aprendizagem. Os
resultados desta precisam ser articulados com os outros níveis que compõem o campo da avaliação, sob pena
de não darmos conta da complexidade que envolve a questão e reduzirmos a possibilidade de construção de
processos decisórios mais circunstanciados e menos ingênuos.
Neste sentido, não podemos esquecer que a educação é um fenômeno regulado pelo Estado. A própria escola
(de massa) é uma instituição do estado. Isso nos obriga a considerar outros níveis de avaliação: tanto da
instituição escolar, denominada avaliação institucional, como do próprio sistema como um todo, a avaliação
das redes de ensino. […] Cada vez mais estes três níveis de avaliação tenderão a interagir entre si.
(FREITAS, Luiz Carlos et. al. Avaliação educacional: caminhando pela contramão. Petrópolis: Vozes, 2009.)