Mulher de 58 anos de idade, altura 1,57m, 52kg,
divorciada, 2 filhos, procura atendimento ambulatorial por
queixa de sangramento uterino anormal (SUA), persistente
há dois meses. Nega ter realizado terapia hormonal ou uso
de tamoxifeno. Foi realizada biópsia endometrial, que
resultou em amostra insatisfatória. Em relação às
alternativas de avaliação diagnóstica, considerando-se a
idade, os fatores de risco para neoplasia maligna e o quadro
clínico da paciente, marcar C para as afirmativas Certas, E
para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta
a sequência CORRETA:
( ) A ultrassonografia transvaginal pode ser realizada e, caso
apresente espessura endometrial ≥ 5mm, realizar
investigação adicional por biópsia aspirativa ou
histeroscopia (HSC) com biópsia.
( ) A HSC permite uma biópsia direcionada por meio da
visualização direta da cavidade. Alternativas incluem a
citologia endometrial, que só deve ser valorizada no caso
de negatividade para células malignas, e a dilatação
seguida de curetagem uterina.
( ) O procedimento para amostragem de endométrio pode
ser realizado no consultório por aspiração com cânulas
pequenas e flexíveis, cateter de Pipelle ou cureta de
Novak. Esse método tem baixo custo e riscos mínimos,
além de obter amostra satisfatória de todo o endométrio.
( ) A ultrassonografia transvaginal pode ser realizada, ainda
que apresente espessura endometrial < 5mm e
investigação adicional com biópsia negativa; caso a
paciente apresentar SUA persistente, realizar investigação
adicional por biópsia aspirativa ou histeroscopia
(HSC) com biópsia.