Estamos muito aquém de entender por que e
como crianças com histórias de pobreza, com
tanta frequência, fracassam nas escolas e muito
menos ainda o que pode ser feito para reduzir
ou eliminar tais disparidades. Não há uma
explicação simples ou única para isso. Alguns
culpam as crianças por serem menos
inteligentes ou estarem menos “prontas” para
aprender. Outros criticam os pais pelo fracasso
como consequência do fato de não se
interessarem pelo desenvolvimento de seus
filhos e de não oferecerem um ambiente que
conduza ao desenvolvimento e à aprendizagem.
As escolas são culpadas por terem baixa
expectativa quanto ao aproveitamento dos
alunos e, além disso, por aceitarem com
facilidade que as crianças pobres serão aquelas
que mais provavelmente não terão um bom
desempenho na escola. Quase todos nós
culpamos o governo por não gastar dinheiro
suficiente com as crianças ou por gastá-lo de
maneira errada (MITTLER, 2015). Acerca das
questões pertinentes à desigualdade e à
exclusão social, analise as afirmativas a seguir.
I. O modelo social da deficiência baseia-se na
proposição de que a sociedade e as suas
instituições é que são opressivas,
discriminadoras e incapacitantes e que a
atenção, portanto, precisa estar direcionada
para a remoção dos obstáculos existentes à
participação das pessoas portadoras de
deficiências na vida em sociedade e para a
mudança institucional, ou seja, para a mudança
de regulamentos e de atitudes que criam e
mantêm a exclusão.
II. A essência da inclusão é que deve haver uma
investigação sobre o que está disponível para
assegurar aquilo que é relevante e acessível a
qualquer aluno na escola.
III. A palavra ‘’especial’’ quando aplicada ao
contexto de crianças em fase de aprendizagem,
é mais do que um assunto da linguagem do
“politicamente correto”: refere-se ao constante
uso de palavras que criam ou mantêm um modo
de pensar que perpetua a segregação
exatamente em um momento em que estamos
focando sobre mover-se em direção a sistemas
educacionais mais inclusivos e sobre uma
sociedade mais inclusiva.
IV. O conceito “necessidade”, em pessoas com
algum tipo de particularidade em seu
desenvolvimento, físico e mental, ajudou a
mudar a ênfase dos defeitos e dos déficits da
criança para a identificação de uma necessidade
individual única, desconsiderando-se os rótulos
trazidos pela categorização (diagnósticos).
V. Um dos últimos indícios de angústia que as
crianças demonstram quando, por qualquer
razão, estão infelizes ou sob tensão é a
ocorrência da deterioração no trabalho escolar
ou no comportamento, e, quase nunca de forma
expressiva.
Estão corretas as afirmativas: