Locke critica a doutrina das ideias inatas de Descartes,
afirmando que a alma é como uma tabula rasa – tábua
sem inscrições –, como um pedaço de cera em que não
há qualquer impressão, um papel em branco. Por isso
o conhecimento começa apenas a partir da experiência
sensível. Se houvesse ideias inatas, as crianças já as
teriam, além de que a ideia de Deus não se encontra
em toda parte, pois há povos sem essa representação
ou, pelo menos, sem a representação de Deus como ser
perfeito.
(Aranha e Martins, 2009)
Segundo as autoras, ao investigar a origem das ideias,
ao contrário dos filósofos racionalistas, Locke preferiu
priorizar