A Primeira Grande Guerra deu início à “era da catástrofe”, e a ela se segue um tipo de colapso verdadeiramente mundial, sentido
em todos os lugares em que homens e mulheres se envolviam ou faziam uso de transações impessoais de mercado. Na verdade,
mesmo os orgulhosos EUA, longe de um porto seguro das convulsões de continentes menos afortunados, se tornaram o epicentro
deste que foi o maior terremoto global medido pela escala Richter dos historiadores econômicos – a Grande Depressão do entre
guerras. Em suma: entre elas, a economia mundial capitalista pareceu desmoronar. Ninguém sabia exatamente como se poderia
recuperá-la.
(Hobsbawm, 1995, 91.)
No processo de tentativa emergencial de recuperação da economia norte-americana, uma grande contradição emerge e se
solidifica com a operacionalização do New Deal. Trata-se de: