Bruno Zevi (1918-2000), arquiteto, crítico e historiador, no livro que escreveu intitulado “Saber Ver a
Arquitetura”, elabora importantes reflexões sobre
os modos de representação do espaço.
“Plantas, fachadas e seções, maquetes e fotografias, cinematografia: eis os nossos meios para
representar os espaços, cada um dos quais, uma
vez compreendido o sentido da arquitetura, pode
ser investigado, aprofundado e melhorado; cada
um dos quais traz uma contribuição original e deixa
aos outros preencher as eventuais lacunas. Se,
como os cubistas pensavam, a arquitetura pudesse
definir-se nas quatro dimensões, teríamos os meios
adequados para uma perfeita representação dos
espaços. No entanto, a arquitetura, como já concluímos anteriormente, tem dimensões que ultrapassam as quatro. […] sob os pilotis de uma casa de Le
Corbusier ou entre dez indicações dimensionais da
Piazza del Quirinale ─ onde quer que exista uma
perfeita experiência espacial a viver ─, nenhuma
representação é suficiente, precisamos nós mesmos ir, ser incluídos, tornarmo-nos e sentirmo-nos
parte e medida do conjunto arquitetônico, devemos
nós mesmos nos mover" (ZEVI, 2009, p. 51 e 52).
Fonte: ZEVI, Bruno. Saber ver a arquitetura. São Paulo: Editora WMF
Martins Fontes, 2009.
Considerando a problematização realizada pelo
autor nesse trecho e seus desdobramentos no cenário atual, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em
cada afirmativa a seguir.
( ) Os modelos tridimensionais digitais produzidos
pelos projetistas em computadores, sobretudo
quando apresentados em formato de vídeo,
dão subsídios para a compreensão plena do
espaço que será construído, não deixando
dúvidas acerca da experiência que ocorrerá
dentro do edifício no futuro.
( ) Atualmente, é possível compreender o todo de
um projeto arquitetônico por meio das plantas
baixas e cortes bem detalhados.
( ) Os métodos de representação do espaço
arquitetônico, isoladamente ou em conjunto,
nos dias atuais, ainda são instrumentos incapazes de representar completamente o espaço
arquitetônico.
( ) Os espaços on-line compartilhados por sujeitos
que utilizam tecnologias para interagir com
ambientes, coisas e pessoas, por meio de seus
avatares – o Metaverso, por exemplo –, podem
resolver as limitações da representação do
espaço apontadas por Bruno Zevi, porque no
mundo virtual o avatar pode mover-se e
interagir plenamente com o ambiente.
A sequência correta é