A sepse é, atualmente, definida como uma disfunção orgânica
com risco de morte, causada por uma resposta inapropriada do
hospedeiro à infeção. Sabemos que o diagnóstico precoce e o
atendimento sistematizado ao paciente séptico têm grande
impacto na sua sobrevida.
No tocante ao atendimento médico das primeiras horas da
sepse, todas as opções abaixo estão corretas, EXCETO :
A Prescrição e administração de antimicrobianos empírico
de amplo espectro para a situação clínica, por via
endovenosa, visando ao foco suspeito, dentro da primeira
hora da identificação da sepse.
B Coleta de duas hemoculturas de sítios distintos, em até
uma hora, conforme rotina específica do hospital, e
culturas de todos os outros sítios pertinentes (aspirado
traqueal, líquor, urocultura), antes da administração do
antimicrobiano.
C Uso de vasopressores para pacientes que permaneçam
com pressão arterial média (PAM) abaixo de 65 (após a
infusão de volume inicial), sendo a noradrenalina a droga
de primeira escolha, podendo tolerar pressões abaixo de
65 mmHg, por período acima das 6h.
D Para pacientes hipotensos (PAS< 90mmHg, PAM
<65mmHg ou, eventualmente, redução da PAS em
40mmHg da pressão habitual) ou com sinais de
hipoperfusão, entre eles níveis de lactato, acima de duas
vezes o valor de referência institucional (hiperlactatemia
inicial), deve ser iniciada ressuscitação volêmica com
infusão imediata de 30 mL/kg de cristaloides, dentro da 1ª
hora do diagnóstico da detecção dos sinais de
hipoperfusão.
E Coleta de exames laboratoriais para a pesquisa de
disfunções orgânicas: gasometria e lactato arterial,
hemograma completo, creatinina, bilirrubina e
coagulograma, o mais rapidamente possível.