O Ministério da Saúde publicou o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Hanseníase,
doença crônica e infectocontagiosa que atinge primeiro os nervos periféricos e a pele. O diagnóstico é
feito com exame físico, teste de sensibilidade (térmico,
doloroso e tátil) e exames laboratoriais específicos.
Analise as afirmativas abaixo em relação ao assunto.
1. O exame histopatológico é empregado nos
casos em que o diagnóstico persiste indefinido,
mesmo após a avaliação clínica e baciloscópica. É utilizado especialmente no diagnóstico
diferencial da hanseníase com outras doenças
dermatológicas e nos casos de acometimento
neural sem lesões cutâneas, quando os fragmentos são obtidos do tecido nervoso.
2. Na biópsia de lesões cutâneas, amostras da pele
são coletadas, preferencialmente das bordas
das lesões mais ativas e mais recentes. O fragmento deve incluir toda a espessura da derme e
pelo menos de uma porção da hipoderme.
3. As biópsias de nervos periféricos são mais
raramente realizadas, restringindo-se especialmente aos casos com forma neural pura.
A coloração de Kulchitsky Pal não deve ser
usada para estudar a bainha de mielina. Os
achados histopatológicos nos nervos também
refletem a resposta imune do indivíduo frente
à infecção, observando-se a formação de granulomas epitelioides com poucos ou nenhum
bacilo no polo tuberculoide.
4. A sensibilidade diagnóstica do exame histopatológico para hanseníase varia entre 70%
e 72%; entretanto, a especificidade é mais
baixa, variando de 49% a 70% de acordo com
a forma clínica.
5. O uso do teste rápido da hanseníase, no
âmbito do SUS, está aprovado para uso exclusivo na investigação de contatos de casos
confirmados de hanseníase.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas
corretas.