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Esta questão foi aplicada no ano de 2018 pela banca UECE-CEV no concurso para SECULT-CE. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Arte e Educação, especificamente sobre História da Arte e Educação Artística.
Esta é uma questão de múltipla escolha com 4 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.
Escreva V ou F conforme sejam verdadeiras ou falsas as seguintes afirmações.
( ) Santo Agostinho foi o primeiro filósofo a sintetizar o pensamento clássico e revive-lo em conformidade com o novo contexto cristão. Desde os primórdios do cristianismo, a música – ao mesmo tempo em que se reconhecia profundamente em débito com as concepções pitagóricas e platônicas e sua intrínseca relação como o mundo pagão –, oscilava entre duas atitudes incompatíveis: de um lado era entendida como fonte de corrupção, de outro, de ascese espiritual.
( ) Sabemos que a doutrina pitagórica foi muito além do aspecto matemático, ensejava fortes aspectos moralista, metafísico e político-pedagógico. Segundo os pitagóricos, a música, sendo ela capaz de imitar a virtude, era capaz de erradicar o vício e purificar a alma – exercendo, assim, uma função catártica – e restabelecer a harmonia da alma. A dimensão ética e pedagógica da música foi um terreno fecundo para a filosofia antiga e manteve-se fortemente presente durante o primeiro milênio da Era Cristã.
( ) Apenas ao final do primeiro milênio surge uma nova atitude no pensamento musical. Os escritos sobre música deixavam de ser abstratos e ocupavam-se, cada vez mais, de assuntos concretos. O ensino da música concreta demandava novas exigências educacionais, na medida em que se via surgir uma nova tomada de consciência das diferenças de estilos musicais entre a tradição gregoriana e a práxis polifônica. Pouco a pouco vemos a antiga visão teológico-cosmológica da música ceder espaço para uma vertente que levará ao surgimento da estética musical.
( ) Schopenhauer partilha da visão da
inefabilidade da música, tema recorrente
que sempre retorna com mais vigor. Só
podemos falar da música por metáforas,
visto que ela se constitui como uma
linguagem absoluta e intraduzível. Daí
somente ela, enquanto linguagem inefável,
ser capaz de significar as dimensões
inefáveis do mundo. Para ele, a música é a
fonte suprema do conhecimento, revelando
o sentido a priori das coisas, antes mesmo
delas serem significadas pela linguagem
comum. O conteúdo de verdade da música
está no fato de ela não ser representação
e sim expressão.