Sobre a tutela provisória de urgência, seu regramento no Código de Processo Civil
(CPC/2015) e o entendimento jurisprudencial atual do STJ, assinale a alternativa INCORRETA.
A Os danos causados a partir da execução de tutela antecipada suscitam responsabilidade processual
objetiva e devem ser integralmente reparados (Art. 944 do CC/02) após apurados em procedimento
de liquidação levado a efeito nos próprios autos.
B Não atendido o prazo legal de 30 dias para formulação do pedido principal em tutela cautelar
requerida em caráter antecedente, a medida concedida perderá a sua eficácia, prosseguindo-se
com o julgamento do procedimento de tutela antecedente.
C Tratando-se de fornecimento de medicamentos, cabe ao Juiz adotar medidas eficazes à efetivação
de suas decisões, podendo, se necessário, determinar até mesmo o sequestro de valores do
devedor (bloqueio), segundo o seu prudente arbítrio, e sempre com adequada fundamentação.
D O prazo de 30 (trinta) dias para apresentação do pedido principal, nos mesmos autos da tutela
cautelar requerida em caráter antecedente, previsto no Art. 308 do CPC/2015, possui natureza
processual, portanto deve ser contabilizado em dias úteis (Art. 219 do CPC/2015).
E Não é possível que o magistrado, ao conceder tutela antecipada no âmbito de processo cível cujo
objeto não consista em obrigação de natureza alimentícia, efetue ameaça de decretação de prisão
para o caso de eventual descumprimento dessa ordem judicial, sob a justificativa de que, nesse
caso, configurar-se-ia crime de desobediência (Art. 330 do CP).