As políticas públicas de saúde brasileiras, fundamentadas nas
diretrizes do SUS, têm demonstrado importante papel para
desencadear mudanças no processo de educação dos
profissionais da saúde. Para tanto, orienta-se a utilização da
educação permanente em saúde como estratégia para o
alcance desse objetivo. Nesse contexto, a educação
permanente em saúde é entendida como
A uma vertente educacional com potencialidades ligadas a
mecanismos e temas que possibilitam gerar reflexão sobre
o processo de trabalho, autogestão, mudança institucional
e transformação das práticas em serviço, por meio da
proposta do aprender a aprender, de trabalhar em equipe,
de construir cotidianos e eles mesmos constituírem-se
como objeto de aprendizagem individual, coletiva e
institucional.
B uma vertente educacional que visa a produção e
sistematização de conhecimentos relativos à formação
e ao desenvolvimento para a atuação em saúde,
envolvendo práticas de ensino, diretrizes didáticas e
orientação curricular. Também conhecida como educação
no trabalho em saúde, apresenta duas modalidades, quais
sejam, a educação continuada e a educação em saúde.
C um conjunto de atividades relacionado a um processo de
transformação que desenvolve a consciência crítica das
pessoas a respeito de seus problemas de saúde e estimula
a busca de soluções coletivas para resolvê-los. A prática
educativa é parte integrante da própria ação de saúde e
deve ser dinamizada, de modo integrado, em todos os
níveis do sistema, em todas as fases do processo de
organização e desenvolvimento dos serviços de saúde.
D um conjunto de atividades educacionais que possui
período definido para execução e que visa promover a
aquisição sequencial e acumulativa de informações
técnico-científicas pelo trabalhador, por meio de práticas
de escolarização de caráter formal, bem como de
experiências no campo da atuação profissional, no
âmbito institucional ou até mesmo externo a ele.