Homem de 80 anos de idade, em avaliação por hipótese de apneia do sono, foi orientado a procurar interconsulta cardiológica por hipertensão arterial sistêmica estágio 2. Sua espo- sa relata um padrão respiratório semelhante ao de Cheyne-Stokes durante o sono do marido. Em relação a ambos os quadros, é correto afirmar que
A tanto no caso de se tratar de apneia obstrutiva do sono como de apneia central do sono, há ativação simpática importante noturna e não diurna e hipertensão arterial secundária, que melhora com CPAP noturno.
B o padrão respiratório de Cheyne-Stokes associa-se basicamente com a apneia central do sono, que, por sua vez, não se considera associada à morbidade cardiovascular secundária.
C sobretudo nos casos de apneia obstrutiva do sono, a hiper tensão arterial costuma ser resistente à medicação, mais associada à produção de taquiarritmias paroxísticas e menos à insuficiência cardíaca.
D caso se trate de apneia obstrutiva do sono, o tratamento da hipertensão não deverá lançar mão de betabloqueadores, por conta do risco de aumentar ainda mais a obstrução do trato respiratório.
E o uso de CPAP noturno nos casos de apneia central do sono é contraindicado, pois pioraria a insuficiência cardíaca com a qual esse tipo de transtorno respiratório está comumente associado.