Leia atentamente o seguinte texto.
“[...] Mas, diante de um mercado de trabalho com tantas mudanças no mundo e no Brasil, fica a pergunta: até que
ponto a base escolar brasileira ajuda ou dificulta a formação de novos profissionais? A pesquisadora
Denise Rocha, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), mostra, no artigo ‘Gaps educacionais do ensino
fundamental e médio para ingresso, permanência e conclusão de um curso técnico e superior de tecnologia no
setor de automação industrial’, que o Brasil ainda precisa avançar muito. Com base nos dados do Sistema de
Avaliação da Educação Básica (Saeb), a pesquisadora percebeu que os alunos egressos do ensino fundamental
ou ensino médio não têm proficiência para lidar com problemas matemáticos sugeridos por cursos da área
de tecnologia. O Saeb é um dos principais índices de medição da capacidade cognitiva dos alunos brasileiros. Em
números, a média obtida por alunos do 9º ano do ensino fundamental do Saeb, em 2011, era de 253 pontos em
matemática e o nível adequado exigido para alunos desta fase é de 300 pontos nessa disciplina. No caso dos
estudantes do ensino médio, o nível de proficiência recomendado em matemática era de 350 pontos. O nível
obtido por eles, em 2011, foi de 275 pontos. Na prática, o nível inferior ao recomendado acarreta problemas de
ordem lógica aos alunos: eles têm conhecimentos em matemática, mas não conseguem interpretar ou
resolver problemas matemáticos de nível mais complexo [...]”
(Fonte: Meyer, Paulo. O Brasil sabe educar para o trabalho?, Desafios do Desenvolvimento, no 82, 2014).
Com base no texto acima, podemos afirmar corretamente que: