Paulo Honório relata sua vida de conquistador de propriedades, por meio do roubo, da usura, da
violência. Foi assim que se tornou dono de uma fazenda, onde trabalhara no eito. A decadente fazenda
fora recebida em herança por Luís Padilha, que era jogador e bebia demais. Paulo Honório faz Padilha
endividar-se, empresta-lhe dinheiro e, finalmente, consegue a hipoteca da propriedade.
Impossibilitado de pagar as dívidas, Padilha entrega-lhe a fazenda. Na condição de proprietário, Paulo
Honório consegue transformar a fazenda próspera; sua vitória estava quase completa: possuía terras,
acumulara dinheiro e prestígio. Faltava, porém, um herdeiro; por isso, decide casar-se. Conhece Madalena,
professorinha “loura e bonita”, mas sobretudo uma pessoa humanitária. Consumado o casamento, a
esposa não admite ser transformada em objeto de posse. Enciumado, Paulo Honório começa a criar
fantasmas absurdos a respeito da mulher. A pressão e a rudeza dele levam Madalena ao suicídio.
Desesperado, Paulo Honório é incapaz até mesmo de amar o filho que Madalena lhe dera. Então, decide
escrever sua história de vida, marcada pelo desencontro entre o ter (a posse) e o ser (a essência).
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