Segundo Almeida (1999), há uma necessidade de análise, sob novos prismas, da
relação histórica entre a psicologia e a educação, desde um ponto de vista das contribuições teóricas
e das práticas psicológicas inseridas no contexto cultural, para ressignificar a atuação profissional
da(o) psicóloga(o) no cotidiano escolar. Nesse sentido, analise as afirmações abaixo:
1. Muitas(os) psicólogas(os) escolares e educacionais, por não terem clareza e lucidez suficientes
sobre os determinantes filosófico-ideológicos de determinadas teorias psicológicas, adotam
práticas de intervenção educativas paradoxalmente contraditórias.
2. A ressignificação da atuação profissional passa pela apropriação de referenciais teóricos que levem
em consideração os processos interativos, conscientes e inconscientes, constitutivos dos sujeitos
em processo de ensino, de desenvolvimento e de aprendizagem, em uma perspectiva
psicodinâmica esócio-histórica, cujo foco não é o indivíduo, mas os sujeitos em relação.
3. Existem fragilidades na identidade profissional da(o) psicóloga(o), na medida em que determinadas práticas profissionais procuram responder, sem análise crítica da demanda, às
representações e expectativas (geralmente distorcidas e equivocadas) do papel do profissional na
instituição escolar.
4. A atuação profissional na escola, mesmo que privilegie o enfoque de um ação preventiva, não
pode, a priori e preconceituosamente, rejeitar os ensinamentos e a experiência acumulada do
modelo clínico, pois cabe à psicologia, entre outras funções, ocupar-se do sujeito individual, ainda
que esta ajuda se dê, no âmbito da escola, apenas em caráter emergencial e não psicoterápico.
5. A identidade profissional da(o) psicóloga(o) escolar e educacional, desde a regulamentação da
profissão, é exitosa e não exige mudanças nas práticas profissionais, pois atende aos
direcionamentos teóricos e éticos deste momento histórico.
O resultado da somatória dos números correspondentes às afirmações corretas é: