Devem-se então reconhecer relações de equidade anteriores à lei positiva que as estabelece: como,
por exemplo, supondo que existissem sociedades de
homens, que seria justo conformar-se às suas leis;
que, se houvesse seres inteligentes que tivessem
recebido algum benefício de outro ser, deveriam ser
reconhecidos para com ele; que, se um ser inteligente
tivesse criado outro ser inteligente, o ser criado deveria
manter-se na dependência em que esteve desde sua
origem; que um ser inteligente que fez algum mal a
outro ser inteligente merece padecer do mesmo mal, e
assim por diante.
(Montesquieu, O espírito das leis, 2000)
Considerando o excerto, Montesquieu argumenta que