[...] é pertinente abranger outras categorias eminentemente
textuais, como, por exemplo a anáfora e a catáfora [...]. Na
sequência de um texto, podemos reativar uma referência
anteriormente ativada: ‘um rei’ – ‘o rei’. Essa operação se
caracteriza por uma ‘anáfora’, ou seja, constitui uma retomada
de uma referência feita anteriormente.
[...] As catáforas, menos comuns em nossos textos do dia
a dia, ocorrem quando esse movimento de ativação e de
reativação aparece invertido: primeiro vem a referência que
seria de retomada e, depois, a que seria a referência base; por
exemplo: ‘Ele – o rei’ ”.
ANTUNES, Irandé. Textualidade: noções básicas e implicações pedagógicas.
São Paulo: Parábola, 2017, p. 100-101, grifos da autora.
Quanto à coesão textual, analise a ocorrência, nos
dois enunciados a seguir, de presença ou ausência das
categorias anáfora e catáfora.
I. Ah, pobre Tom, meu menino mais cabeça-dura, não estou
sendo dura com você. Eu não faria isso.
II. Já sei, vamos fazer assim. Ninguém conta nada pra eles […].
Diálogos retirados de: TWAIN, Mark. As aventuras de Tom Sawyer. Trad. Karla
Lima. Jandira-SP: Ciranda Cultural, 2019.
Sobre os enunciados em análise, assinale a alternativa
correta.