Acredita-se que o nevo organoide surja a partir de um
estímulo sobre o ninho germinativo epidérmico
durante o terceiro mês de gestação, período este onde
o ninho germinativo ainda não se diferenciou. O nevo
organoide é infrequente, sendo responsável por até
0,2% das consultas dermatológicas. Geralmente é um
quadro esporádico, porém há casos familiares.
Tipicamente, está presente ao nascimento, sem
predileção sexual, acometendo 0,3% da população
neonatal. Os casos diagnosticados em idades
posteriores provavelmente refletem a ausência
diagnóstica prévia, contudo há relatos de início tardio.
Ao nascimento, a lesão mostra-se proeminente;
geralmente, ao longo do desenvolvimento infantil,
suas características atenuam-se, para então, na
puberdade, “reativar” seus elementos eruptivos.
Apresenta-se como:
I- Uma placa bem delimitada, bordas regulares ou
irregulares, discretamente elevada, superfície lisa
ou aveludada, e de coloração variando entre
amarelado, róseo e acastanhado.
II- A lesão geralmente é múltipla e extensiva.
III- Sua configuração frequentemente é redonda ou
oval, mas pode ser linear seguindo as linhas de
Blaschko.
IV- O tamanho varia de 0,5 a 15 cm. Pode localizar-se em qualquer segmento corporal; entretanto, a
cabeça e o pescoço são os sítios preferenciais,
particularmente o couro cabeludo.
Analisados os itens, é CORRETO afirmar que: