Leia o texto a seguir.
Poucas obras tiveram tanta repercussão historiográfica
quanto a de Edward Gibbon. Desde então, historiadores da
Antiguidade e medievalistas discutem sobre o período que
corresponde à desarticulação do Ocidente imperial e à
expansão do cristianismo e do islamismo. Até meados do
século XX, prevaleceu a perspectiva pessimista, identificada
pelo epítome de “declínio” imperial. Em reação a tais
premissas desponta o conceito de Antiguidade Tardia que,
ao enfatizar a noção de “transição”, atenua o conteúdo
catastrófico das análises e dispensa noções correlatas,
como a das “trevas” medievais.
SILVA, P. D. O debate historiográfico sobre a passagem da Antiguidade à
Idade Média. Revista Signum, 2013, v. 14, n. 1, p. 73.
Contudo, o conceito de Antiguidade Tardia recebe críticas
de historiadores que apontam que, ao privilegiar as noções
associadas à continuidade, esse conceito acaba diluindo