Não obstante, a indústria cultural permanece a indústria do divertimento. [...] A diversão é o prolongamento do
trabalho sob o capitalismo tardio. Ela é procurada pelos que querem se subtrair aos processos de trabalho
mecanizado, para que estejam de novo em condições de enfrentá‐lo. [...] O prazer congela‐se no enfado, pois que,
para permanecer prazer, não deve exigir esforço algum, daí que deva caminhar estreitamente no âmbito das
associações habituais. O espectador não deve trabalhar com a própria cabeça; o produto prescreve toda e
qualquer reação: não pelo seu contexto objetivo — que desaparece tão logo se dirige à faculdade pensante —
mas por meio de sinais. Toda conexão lógica que exija alento intelectual é escrupulosamente evitada. Os
desenvolvimentos devem irromper em qualquer parte possível da situação precedente, e não da idéia do todo.
ADORNO, Theodore. Indústria Cultural e Sociedade. São Paulo: Paz e Terra, 2002. p. 18-19.
Sobre a noção de Indústria Cultural na Escola de Frankfurt, descrita acima por Adorno, assinale a
alternativa correta.