Segundo Libâneo, Oliveira e Toschi (2010), o exercício
de práticas de gestão democrática e participativas a serviço da organização escolar que melhor atenda à aprendizagem dos alunos requer conhecimentos, habilidades e
procedimentos práticos. O trabalho nas escolas envolve,
ao mesmo tempo, processos de mudança nas formas de
gestão e mudança nos modos individuais de pensar e
agir. Em razão disso, de acordo com os autores, a formação docente
A requer que o formador elabore e realize planos de
formação docente que sejam individualizados e possam intervir e gerar reflexão no professor, considerando o momento profissional no qual se encontra,
suas dificuldades, dúvidas, desafios e necessidades.
B necessita de cursos preparatórios durante o processo de formação continuada, pois a bagagem de conhecimento com a qual o professor sai da formação
inicial tem se mostrado insuficiente, em virtude da
defasagem com que os estudantes de pedagogia
têm chegado à faculdade.
C continuada deveria prever estágios de docência (em
turmas diferentes a que o professor leciona) e de
gestão (coordenação e direção). Desse modo, vivenciando outras realidades e observando diferentes
práticas, o professor poderá contribuir de forma mais
significativa para a gestão democrática e participativa na escola.
D precisa ser permanente; o professor deve buscar
cursos e leituras, participar de grupos de estudo e
envolver-se em momentos de formação individual,
pois, devido à heterogeneidade dos docentes nas
escolas, não é possível desenvolver uma formação
continuada na qual todos os professores possam, de
fato, avançar.
E tanto inicial como continuada precisa incluir, com o
estudo das ações de desenvolvimento organizacional, o desenvolvimento de competências individuais
e grupais, para que os pedagogos especialistas e os
professores possam participar de modo ativo e eficaz
da organização e da gestão do trabalho na escola.