No Brasil a utilização de modelos e métodos de
avaliação se fortaleceu nos anos de 1980 e de 1990,
sob a hegemonia de uma ótica gerencialista, em
busca de eficiência e eficácia. A avaliação de políticas,
programas e projetos sociais, em consonância com o
projeto ético-político hegemônico no Serviço Social:
A exige compreender o contraditório processo de
produção e reprodução social, relacionando o
surgimento e mudança da política social com as
expressões da questão social, as questões
estruturais da economia e efeitos para classe
trabalhadora, e as posições das forças políticas
em confronto.
B deve privilegiar uma análise exclusivamente
técnica, calcada em métodos e procedimentos
que garantam sua objetividade, adotando uma
abordagem sequencial, como um conjunto de
ações que possuem início, meio e fim.
C exige privilegiar a compreensão das iniciativas do
Estado como instância acima dos interesses de
classe, voltadas a responder às demandas da
sociedade, em resposta a suas necessidades
sociais.
D mostra-se inadequada se estiver orientada pela
intenção de indicar em que medida as políticas e
programas sociais expandem direitos, reduzem a
desigualdade social e garantem a equidade.
E enfatiza o uso de um arsenal de métodos e
técnicas avaliativas, voltados à medição e
desempenho de uma política do Estado,
buscando garantir uma rigorosa relação custo-benefício entre os gastos de determinado
programa ou política social e seus efeitos nas
pessoas beneficiadas