O ensino fundamental, com nove anos de duração, é a etapa mais
longa da educação básica, atendendo estudantes entre 6 e 14
anos. Há, portanto, crianças e adolescentes que, ao longo desse
período, passam por uma série de mudanças relacionadas a aspectos físicos, cognitivos, afetivos, sociais, emocionais, dentre
outros. Como já indicado nas Diretrizes Curriculares Nacionais
para o Ensino Fundamental de Nove Anos, essas mudanças impõem desafios à elaboração de currículos para essa etapa de
escolarização, de modo a superar as rupturas que ocorrem na
passagem não somente entre as etapas da educação básica, mas
também entre as duas fases do ensino fundamental: anos iniciais
e anos finais. As orientações curriculares para o ensino fundamental de nove anos incluem:
I. Nos anos iniciais, aponta para a necessária articulação
com as experiências vivenciadas na educação infantil. Tal
articulação precisa prever tanto a progressiva sistematização dessas experiências quanto o desenvolvimento
pelos alunos, de novas formas de relação com o mundo,
novas possibilidades de ler e formular hipóteses sobre os
fenômenos, de testá-las, de refutá-las, de elaborar conclusões, em uma atitude ativa na construção de conhecimentos.
II. No primeiro ano do ensino fundamental, a ação pedagógica deve ter como foco a alfabetização, a fim de garantir
amplas oportunidades para que os alunos se apropriem
do sistema de escrita alfabética de modo articulado ao
desenvolvimento de outras habilidades de leitura e de
escrita e ao seu envolvimento em práticas diversificadas
de letramentos.
III. Ao longo do ensino fundamental – além desses aspectos
relativos à aprendizagem e ao desenvolvimento, na elaboração dos currículos e das propostas pedagógicas devem
ainda ser consideradas medidas para assegurar aos alunos
um percurso contínuo de aprendizagens entre as duas fases
do ensino fundamental, de modo a promover uma maior
integração entre elas. Afinal, essa transição se caracteriza
por mudanças pedagógicas na estrutura educacional, decorrentes principalmente da diferenciação dos componentes curriculares.
IV. Ao longo do ensino fundamental – anos finais, os estudantes
se deparam com desafios de maior complexidade, sobretudo devido à necessidade de se apropriarem das diferentes
lógicas de organização dos conhecimentos relacionados às
áreas. Tendo em vista essa maior especialização, é importante preparar os alunos para as rupturas inerentes ao processo de progressão entre as séries, pois supõe-se que a
cada ano os alunos estão mais autônomos.
Está correto o que se afirma em