“As artes, frequentemente associadas ao trabalho
manual, foram também associadas à condição de
escravos". Não é de se admirar, portanto, que uma
arte como a dança, que trabalha direta e
primordialmente com o corpo, tenha sido durante
séculos ‘presa nos porões e escondida nas senzalas’:
foi banida do convívio de outras disciplinas na escola,
ou então atrelada ao tronco e chicoteada, até que
alguma alma boa pudesse convencer ‘o feitor’ de sua
‘inocência’”. (MARQUES, 1997, p. 21)
Leia as assertivas abaixo sobre o papel da dança na
escola:
I- Os trabalhos com dança devem seguir somente o
propósito de trabalhar a coordenação motora e ter
experiências concretas nas outras áreas do
conhecimento.
II- Os processos de criação em dança acabam não se
encaixando nos modelos tradicionais de
educação que ainda são predominantes em
nossas escolas que permanecem advogando por
um ensino “garantido” (sabemos onde vamos
chegar), conhecido (já temos experiências de
muitos anos na área), determinado e pré-planejado (não haverá surpresas).
III- O papel da dança na escola é para relaxar, para
soltar as emoções, expressar-se espontaneamente, conter a agressividade ou acalmar os(as)
alunos(as). Ou seja, a dança torna-se um ótimo
recurso para se esquecer dos problemas e
prevenir contra o stress.
IV- A escola pode, sim, dar parâmetros para
sistematização e apropriação crítica, consciente e
transformadora dos conteúdos específicos da
dança e, portanto, da sociedade. A escola teria,
assim, o papel não de reproduzir, mas de
instrumentalizar e de construir conhecimento
em/através da dança com seus alunos(as), pois
ela é forma de conhecimento, elemento essencial
para a educação do ser social.
Está(ão) CORRETO(S):