As infecções fúngicas são doenças causadas por
invasão e crescimento excessivo de fungos patogênicos
em tecidos do corpo humano. Essas infecções podem
ocorrer em várias partes do corpo, tanto superficiais
quanto profundas. Atualmente, existem normas e diretrizes bem definidas para otimizar o diagnóstico laboratorial das infecções fúngicas. Essas diretrizes incluem a
identificação, a sorologia, o diagnóstico molecular e testes de sensibilidade do patógeno.
Em relação ao diagnóstico fúngico, avalie as afirmações a seguir.
I. Em suspeita de infecção por fungos dimórficos é imprescindível a conversão de formas micélio/levedura, em
cultura, para a correta identificação do agente etiológico. São exemplos de fungos dimórficos: Paracoccidioides
brasiliensis, Coccidioides immitis, Histoplasma capsulatum, Blastomyces dermatitidis e Candida albicans.
II. Para auxiliar no diagnóstico preciso de vários fungos
foi desenvolvido protocolos para o uso da espectrometria de massa MALDI-TOF, uma metodologia que permite a identificação de gênero e espécie correta do agente
etiológico em apenas 10 minutos.
III. As amostras de escarro ou lavado brônquico e/ou de
lavado broncoalveolar (LBA) são úteis no diagnóstico
de infecções pulmonares causadas por patógenos primários, especialmente em infecções primárias; no caso
de infecção por fungos oportunistas, deve ser requerida
biópsia, hemocultura ou exames sorológicos para confirmação.
IV. O exame direto consiste em avaliar a amostra clínica
microscopicamente, o que, na maioria das vezes, torna-o
conclusivo para o diagnóstico das micoses pulmonares,
sendo suficiente para a identificação do agente etiológico.
É correto o que se afirma em