Os elementos de coesão textual são indispensáveis ao estabelecimento de relações entre
as partes de um texto, seja para evitar a repetição desnecessária de termos, seja para
conectar orações, estabelecendo sentidos. Acerca desses elementos, foram feitas várias
afirmações, das quais uma está EQUIVOCADA.
A “...sobre a semântica como instrumento de crítica literária – e sem entender patavina do
assunto – ...” (texto I – l. 57, 58) – O substantivo “assunto” é posto como elemento de
coesão lexical, uma vez que retoma o termo “crítica literária”, do qual é um sinônimo.
B “...me traziam conspirantes/para que os lesse e explicasse/um romance de barbante”
(texto II – v. 6-8) – O recurso coesivo utilizado liga as orações, trazendo um valor lógico-discursivo de finalidade.
C “...instalam novos softwares em seus cérebros.” (texto III) – Ao utilizar o pronome “seus”,
estabeleceu-se coesão referencial anafórica, tendo como referente o substantivo
“pessoas”.
D “...quando aqui publiquei a crônica...” (texto I – l.1) – O pronome “aqui”, presente no
fragmento, faz referência ao “veículo” comunicativo em que a crônica fora publicada, que
pode ter sido numa coluna no jornal ou numa revista. Trata-se, portanto, de um caso de
coesão exofórica.
E “...estou mais para os poemas sujos do que para os limpos...” (texto I – l. 3, 4) – Houve,
nesse trecho, coesão por elipse, dando continuidade ao texto, omitindo dois termos a fim
de não repeti-los.