É também amplamente apontado por diversos autores a
existência de uma clara divisão da história do Mercosul
em duas fases distintas. Inicialmente temos os
primeiros anos da existência do bloco, os considerados
“anos dourados” da integração. Durante esse período,
as trocas comerciais entre os países do bloco
multiplicaram de maneira impressionante. No entanto,
essa mudança se alterou quando as consequências da
crise asiática de 1997 começaram a atingir a América
Latina. A decisão unilateral do Brasil de realizar uma
política macroeconômica tão significativa como a
super desvalorização do seu câmbio representou para
muitos a saturação do modelo do Mercosul. A
subsequente crise argentina de 2001, na qual o governo
argentino passou a adotar medidas protecionistas
contra países do próprio Mercosul visando evitar
déficit em conta corrente, dificultou ainda mais a já
comprometida integração regional. A segunda fase se
estende desde as crises econômicas da virada do
milênio aos dias de hoje. Essa fase, como aponta a
literatura, pode ser caracterizada pelo retrocesso nos
objetivos comerciais primordiais do bloco em razão de
uma integração mais no caráter político e social.
Os países fundadores do Mercosul foram: