Leia o texto a seguir, adaptado de Macedo (2005).
“A escola de ontem era uma escola especializada, compartimentada, como eram a indústria e a vida familiar;
era uma escola de caixinhas. Por exemplo, nas famílias,
a mulher e o marido tinham suas tarefas e obrigações
definidas por uma relação de dependência ou de independência. O mesmo acontecia na escola: o professor
ensinava, os alunos aprendiam, o diretor dirigia, o faxineiro cuidava da limpeza. Entretanto, esse jeito de organizar as relações entre pessoas ou tarefas está mudando.
Agora, temos muitas outras formas de combinações. O
individualismo, o mercado e a tecnologia (Lipovestky e
Charles, 2004) transformaram nossas formas de viver.
[...] A escola, que sempre foi especializada na transmissão do passado, com seus valores, com aquilo que não
podíamos esquecer, também deve se organizar para o
futuro; tem de colocá-lo em sua pauta de ensino. Não
basta transmitir aos nossos alunos aquilo que a cultura
acumulou de melhor e ensiná-los no dia a dia. Temos de
prepará-los na escola para este mundo”.
Para Macedo (2005), uma consequência sobre o trabalho
docente extraída dessa reflexão é de que