Em termos de trajetória da análise do fracasso escolar, a orientação educacional se fez presente respondendo com suas atribuições e papéis que eram devidos nos trabalhos realizados.
Quando o fracasso estava centrado na questão das diferenças
individuais, ele procurava identificar tais diferenças através de
questionários. Por outro lado, a orientação procurava o atendimento às diferenças individuais e tinha suas atribuições voltadas ao ajustamento dos alunos à escola e à sociedade, segundo
suas aptidões e características individuais. Outras abordagens,
no entanto, pautaram a trajetória da orientação educacional.
No contexto dessas abordagens, sobre o papel da orientação
em face ao fracasso escolar ainda existente, assinale as afirmativas a seguir.
I. As explicações para o fracasso escolar baseadas nas teorias do
deficit e da diferença cultural precisam ser revistas a partir dos
mecanismos escolares produtores de dificuldades de aprendizagem. A orientação trabalhará basicamente com dois eixos
de ação: os alunos, discutindo, refletindo sobre o resgate da
autoestima, e a escola, colaborando, trazendo para dentro
dela a realidade cultural dos alunos e, nesse campo, a discussão com todos os membros da escola de temas que vão desde
as condições de trabalho e representações, até questões relacionadas aos processos de ensino e de avaliação de aprendizagem.
II. O fracasso da escola pública é resultado inevitável de um sistema educacional gerador de obstáculos à realização de seus
objetivos. Nesse campo, a orientação discutirá questões relativas às relações de poder dentro da escola, ao cotidiano da
escola com suas práticas educativas, à organização escolar e
às formas como são concebidas e desenvolvidas as atividades do processo de ensino-aprendizagem e se apresentará
na escola como um serviço à parte, destinado a resolver problemas de fracasso escola.
III. O fracasso da escola elementar é administrado por um discurso científico que o naturaliza aos olhos de todos os envolvidos no processo. A desmistificação de um discurso científico competente passa a ser, também, tarefa da orientação.
Sem o reducionismo da psicologia a explicar o fracasso escolar pelas vias das diferenças individuais, a orientação procura
explicitá-lo pela institucionalização em nível institucional.
Está correto o que se afirma apenas em