Logo
QuestõesDisciplinasBancasDashboardSimuladosCadernoRaio-XBlog
Logo Questionei

Links Úteis

  • Início
  • Questões
  • Disciplinas
  • Simulados

Legal

  • Termos de Uso
  • Termos de Adesão
  • Política de Privacidade

Disciplinas

  • Matemática
  • Informática
  • Português
  • Raciocínio Lógico
  • Direito Administrativo

Bancas

  • FGV
  • CESPE
  • VUNESP
  • FCC
  • CESGRANRIO

© 2026 Questionei. Todos os direitos reservados.

Feito com ❤️ para educação

/
/
/
/
/
/
  1. Início/
  2. Questões/
  3. Comunicação Oficial e Redação Administrativa/
  4. Questão 457941201223187

O Manual de Redação Oficial da Presidência da República (2018) afir...

📅 2023🏢 Instituto Consulplan🎯 SEGER-ES📚 Comunicação Oficial e Redação Administrativa
#Guia Oficial de Redação Governamental

Esta questão foi aplicada no ano de 2023 pela banca Instituto Consulplan no concurso para SEGER-ES. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Comunicação Oficial e Redação Administrativa, especificamente sobre Guia Oficial de Redação Governamental.

Esta é uma questão de múltipla escolha com 5 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.

1

457941201223187
Ano: 2023Banca: Instituto ConsulplanOrganização: SEGER-ESDisciplina: Comunicação Oficial e Redação AdministrativaTemas: Guia Oficial de Redação Governamental
Texto associado
A mente aceita só aquilo em que acredita, dizem cientistas

     Narciso acha feio o que não é espelho, canta Caetano Veloso em Sampa. Contudo, não foi em São Paulo, mas em Londres, na década de 1960, que o psicólogo Peter Wason deu o nome de “viés de confirmação” para o mecanismo que induz a mente a aceitar as informações que sustentam as próprias crenças, em vez de questionar e ter abertura para analisar outros tipos de informação.
    A ideia de uma mente racional, a serviço de apreender a realidade tal qual ela é, seguiu sendo desacreditada na década seguinte. Em 1979, foi realizado um estudo na Universidade Stanford, nos Estados Unidos, com estudantes universitários que tinham opiniões opostas sobre a pena de morte. Com base em dois artigos falsos – um que argumentava a favor e outro contra a pena de morte –, os estudantes apoiaram justamente aquele artigo que confirmava sua crença original. O estudo mostrou que ter as certezas contestadas serviu apenas como reforço para as próprias convicções.
     “Cada vez mais o monitor do nosso computador é uma espécie de espelho que reflete nossos próprios interesses, baseando-se na análise de nossos cliques feita por observadores algorítmicos”, escreve o ativista Eli Pariser no livro “O Filtro Invisível: O Que a Internet Está Escondendo de Você”.
     Ao mapear as preferências do usuário, o algoritmo forma as chamadas bolhas, delimitando as respostas de acordo com seus gostos. Isso gera uma autossatisfação viciante que pode isolar o indivíduo num sistema de conhecimento unilateral, reforçando sua visão em vez de expandi-la, assim como acontece com o viés de confirmação.
     Mais do que as bolhas, existem ainda as câmaras de eco, que recebem a contribuição dos usuários para manter o alinhamento das crenças. “Quando recebe algum posicionamento diferente, além de ser ferrenhamente contrário a ele, o usuário exclui pessoas e conteúdos que divergem de si”, explica Sérgio. “Não é apenas o algoritmo que está criando a bolha, mas os usuários ativamente estão construindo esses espaços fechados.” O constante reforço da própria opinião, evitando ter valores e crenças questionados, é abertura para a desinformação e para as fake news.
     “O mundo é extremamente complexo hoje em dia. Nós temos muita dificuldade de enxergar e compreender a dimensão das várias camadas das coisas que acontecem e, de certo modo, na câmara de eco há uma simplificação do mundo a partir do que previamente eu já entendo, compreendo e creio. Eu faço o mundo caber na minha crença”, considera Sérgio.
     A neurocientista Claudia Feitosa-Santana traz um contraponto, lembrando que fazemos parte de grupos diversos, como veganos ou petlovers. “Nós não estamos todos exatamente dentro das mesmas bolhas. Nós temos muitos grupos e é isso que confere estabilidade para a nossa sociedade.” 
     A falta de tempo, de conhecimento e de fontes confiáveis para filtrar a enxurrada de informações que recebemos pode colocar também a ciência no balaio do descrédito. Amanda Moura de Sousa, pesquisadora na Universidade Federal do Rio de Janeiro, vem estudando a desinformação na área da saúde e a infodemia, o enorme fluxo de informações que invade a internet, diante da pandemia de Covid-19. “Para economizar o esforço de tentar lidar com algum fato, às vezes a gente precisa recorrer às nossas crenças, só que essas crenças podem levar para um caminho não muito saudável, que é eliminar a dúvida e se focar na certeza que você já tem”, diz a especialista em ciência da informação.
     Ela lembra de mensagens que circulavam no início da pandemia, dizendo que os laboratórios não tinham avançado suficientemente em seus estudos e usavam as pessoas como cobaias na aplicação de vacinas. Mais de 71% das mensagens falsas naquele período circulavam pelo WhatsApp, segundo análise do aplicativo “Eu Fiscalizo”, desenvolvido por pesquisadoras da Fiocruz. “Pela relação de desconfiança que as pessoas muitas vezes têm com os cientistas ou com o próprio fazer da ciência, que às vezes escapa à compreensão delas, elas acabam aderindo à desinformação sem buscar outra fonte”, afirma Amanda. Segundo a autora, é tendência da mente enfatizar um pequeno risco, fortalecendo, assim, as próprias crenças. “Recusar-se a vacinar uma criança é um exemplo disso: aqueles que têm medo da imunização exageram o pequeno risco de um efeito colateral e subestimam a devastação que ocorre durante uma epidemia de sarampo ou apenas o quão letal a coqueluche pode ser”, escreve.
     Se a ciência é vista muitas vezes de forma distorcida, o próprio fazer científico não está imune ao viés de confirmação – simplesmente porque cientistas são também humanos. O antídoto para o problema seria, segundo os próprios cientistas, ter uma boa formação acadêmica, buscar fontes diversificadas, manter o espírito aberto para pontos de vista diferentes, desenvolver o pensamento crítico e a criatividade.
     Charles Peirce, filósofo e pedagogo americano nascido em 1839, afirmava que só a dúvida leva ao conhecimento e, para chegar a ele, passamos por uma alternância entre o desconforto da dúvida e a segurança da crença. Os métodos de fixação da crença listados por Peirce incluem apego, imposição, gostos e também, mas não apenas, o método científico.
     Apesar das bolhas, grupos, e algoritmos, não há o que unifique a experiência humana. “A maneira como nos sentimos nunca se repete no tempo e jamais é igual à forma como outra pessoa se sente”, escreve Claudia Feitosa-Santana no livro “Eu Controlo Como Me Sinto”. “E os filósofos já sabiam disso havia muito tempo. Na Grécia Antiga, Heráclito, um dos pensadores mais antigos que conhecemos, afirmou o seguinte: ‘Não podemos nos banhar no mesmo rio duas vezes’.”
(ZANON, Sibélia. A mente aceita só aquilo em que acredita, dizem cientistas. Estadão, 2023. Disponível em: https://www.estadao.com.br/alias/a-mente-aceita-so-aquilo-em-queacredita-dizem-cientistas/ Acesso em: 25/01/2023. Adaptado.)  
O Manual de Redação Oficial da Presidência da República (2018) afirma que deve ser dado aos assuntos que constam nas comunicações oficiais um tratamento impessoal. A passagem do texto que melhor ilustra esse princípio é: 
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

Acelere sua aprovação com o Premium

  • Gabaritos comentados ilimitados
  • Caderno de erros inteligente
  • Raio-X da banca
Conhecer Premium

Questões relacionadas para praticar

Questão 457941200183926Comunicação Oficial e Redação Administrativa

De acordo com o padrão ofício disponibilizado no Manual de Redação da Presidência da República, é correto afirmar que:

#Guia Oficial de Redação Governamental
Questão 457941200580419Comunicação Oficial e Redação Administrativa

O Manual de Redação da Presidência da República (2018), com o objetivo de uniformizar três tipos de expedientes: o aviso, o ofício e o memorando, defi...

#Fundamentos da Comunicação Oficial#Guia Oficial de Redação Governamental
Questão 457941200838420Comunicação Oficial e Redação Administrativa

O ritmo acelerado da vida contemporânea exige permanente economia de tempo e espaço, expressa linguisticamente por meio do processo de abreviação voca...

#Guia Oficial de Redação Governamental
Questão 457941201466817Comunicação Oficial e Redação Administrativa

Leia o caso hipotético a seguir para responder à questão. No dia 30 de junho de 2024, a Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo decidiu inf...

#Formatação e Apresentação de Documentos#Guia Oficial de Redação Governamental#Modelo de Ofício
Questão 457941201794430Comunicação Oficial e Redação Administrativa

Correspondência é a forma de comunicação escrita que se estabelece entre pessoas – físicas ou jurídicas – para tratar de assuntos de mútuo interesse, ...

#Guia Oficial de Redação Governamental#Correspondência#Assuntos Diversos#Regulamento
Questão 457941202066565Comunicação Oficial e Redação Administrativa

“Texto pautado na exposição de ideias, argumentos e ponto de vista do locutor. Apresenta uma estrutura básica dividida em introdução, desenvolvimento ...

#Semântica Linguística#Normas de Formatação#Aspectos Gerais da Sintaxe#Fundamentos de Ortografia e Gramática#Sintaxe

Continue estudando

Mais questões de Comunicação Oficial e Redação AdministrativaQuestões sobre Guia Oficial de Redação GovernamentalQuestões do Instituto Consulplan