Sandra Santos e Luzia C. N. Araújo, in Rangel e Freire,
(2011), apresentam uma rica análise reflexiva sobre o
trabalho desenvolvido no Instituto Superior de Educação
do Rio de Janeiro (ISERJ), o qual relatam no artigo intitulado “Supervisão e Inclusão: interfaces no ISERJ”. As
autoras explicam que a experiência apoia-se nos princípios constitucionais e da LDB que, democraticamente,
conferem o direito à educação de qualidade para todos,
sem exceção, assim como no entendimento da diversidade humana como constitutiva de sua igualdade. O
trabalho educativo, ali desenvolvido, articula pesquisa,
debate, cooperação, avaliação e reconstrução das ações
realizadas, envolvendo, coerentemente, formação continuada coletiva e reflexiva de todos os educadores. O
atendimento aos portadores de necessidades especiais
se dá na perspectiva da educação inclusiva como um
todo, e compreende tanto as atividades em sala de aula
do ensino regular quanto, em período oposto, atividades
voltadas ao desenvolvimento de habilidades específicas,
de acordo com a necessidade especial de cada educando, na perspectiva da equidade. Esse complexo trabalho de inclusão desenvolveu-se impulsionado pela compreensão da educação especial como uma modalidade
da educação escolar